quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Voe
Enquanto o calor me torturava cada dobra do corpo
Eu achei e temi uma poesia que seria descrita assim
voe.
Eram velhos versos de uma poesia
Que deveria ser lida devagar
Quase com dislexia
Quase que por melodia
A poesia não pedia amor
Gritava respeito
E se lembrava de seu pai estrofes
Sentado ao luar quase morto
Jogando fumaça pro alto
O que era difícil de entender
Era seu peso e tamanho
Encontrava livros em andares
Encontrava imaginação em olhares
Seu peso no papel não eram gramas
Sua bebida não era só liquida
E a loucura
Não escrevia certo em linhas tortas
Ela torturava as linhas da mente
Doía a alma
Uma leitura prematura
Sorriria se pudesse até a alma
Com uma leitura calma
Se tivessem mãos essas linhas
Você levaria socos no coração
Enquanto afaga sua imaginação
Você daria a outra face a ela
Era quase como temer a Deus
Era quase como lutar com demônios
Aquela poesia me dava esperança
Ela saltava do céu da boca
E escapava com o ar
Você morderia a língua
Para não morrer a cada linha
Se realmente ela viesse a existir
Mas talvez você pode sentir.
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E eu senti, seguindo essas instruções:
ResponderExcluir"Eram velhos versos de uma poesia
Que deveria ser lida devagar
Quase com dislexia
Quase que por melodia"
Mais uma vez, versos lindos cara!
Eu lendo isso durante um momento de folga no trabalho, sentindo como se todos os cansaços do mundo estivessem nas minhas costas, mas feliz por poder ler algo assim, tão leve e bonito a ponto de quase me fazer esquecer que eu ainda tenho que ficar trabalhando até as 22:00.
ResponderExcluirSimplesmente muito bom...